LEO MACHADO

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"Suas" coisas

Esqueça a ideia de que existe o “seu” amor, a “sua” raiva, “sua” vontade, etc. O amor que você vive hoje lhe flechou um belo dia, sem mais nem menos, e um dia vai embora, sem se despedir. O mesmo para todos os afetos, como raiva, depressão, angústia, cólera, ansiedade, abstinências, etc. Por isso a importância de assumir a posição do observador dos pensamentos, ao invés de criar o cargo de “dono”. E se fôssemos honestos dentro do princípio da posse, diríamos que são os afetos que nos possuem, já que não os controlamos; mas o correto é dizer que nos afetam. É possível observar mais e afetar-se menos? Essa pergunta inicia uma jornada.