Liberdade e Sofrimento

January 6, 2015

Pegue um hábito muito tempo arraigado em você mesmo e experimente tentar pará-lo. Alguma coisa que “você sempre fez”, inofensiva. Há muito tempo nos acostumamos a chamar vícios às paixões que não conseguimos domar. E isso acontece por uma razão. Este hábito que utilizaremos pode ser bastante trivial, como parar de fazer um certo tipo de piadas que alguém tenha questionado o teor moral; ou, suspender algum alimento da dieta; neste ponto, nem sequer importará o motivo pelo qual você escolher o que escolher. Apenas escolha. É preciso uma resolução formal forte, de preferência em voz alta: “eu não vou mais fazer tal coisa”. Se o fizer com seriedade, quando novamente tais ações escaparem, ouvirás uma reclamação mental: “aí, tá vendo como você não consegue parar?”. Quando essa pergunta acontecer, o que poderá demorar algumas vezes, você se encontrará diante da possibilidade de contemplar um padrão. Repetimos ações o tempo todo sem sequer observá-las. Apenas agimos. Sabedorias de todas as épocas concordam que colhemos aquilo que plantamos. Que é dando que se recebe. Quando você suspende o exercício de uma ação repetitiva no mundo, qualquer uma, você ganha a maravilhosa possibilidade de perceber o que você está dando, para compreender melhor e aceitar com menos resistências aquilo que está recebendo. Lembre-se de usar o coração para se perdoar depois que aprender a contemplar o ego, deixando-o definhar com seu apego. Paciência e paz.  

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