Memória

July 28, 2016

O que costumamos chamar de “memória” é o próprio conteúdo da vida psicológica. Pensamentos são causados, não são causas. Há uma relação estreita entre os órgãos do corpo físico, os sentidos e nossos humores; na maior parte do tempo, nossos pensamentos são respostas aos estímulos recebidos pelo corpo. A Filosofia ocidental costuma chamar essas respostas de representações. O intelecto cria representações a partir das informações que provém dos sentidos e dos órgãos. Temos muita dificuldade em aceitar a esse tese e aprender a “ouvir o corpo” para compreender os pensamentos. O que costumamos fazer é construir um “lugar” que é “nosso”, de onde avaliamos esses estímulos, e, consequentemente, julgamos os pensamentos. Esse lugar é o ego da literatura esotérica. Enquanto julgamos os estímulos não os conhecemos, não os experimentamos de verdade. Permanecemos presos na fronteira que criamos ao insistir em resistir aos estímulos “maus” e se apegar aos estímulos “bons”. O caminho do meio consiste em conhecer bem a relação estímulo-resposta, ou causa e efeito, se preferirem, antes de agir. “Conhece-te a ti mesmo”. “Venha a ser o que tu és”. Por isso existem preces, meditações, ritos, confissões, terapias, conversões e etc.: cada um precisa conhecer “seu céu e seu inferno” para genuinamente desistir de ambos. O céu é o  “eu”, o inferno é o “outro”, ambos criados pela  mesma mente. Destruir as fronteiras do ego significa restituir a mente ao corpo, experimentando a unidade original e originária que desde sempre já foram.  

 

O mundo é uma sensação.” Don Juan

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