Sensibilidade

September 29, 2016

Sinta o que você está sentindo. Agora. Embora pareça uma besteira para a mente intelectual, temos muita dificuldade em sentir. Obstruímos o sentir enquanto julgamos. Mal observamos (quando observamos) as inúmeras sensações que atravessam o nosso corpo a cada instante; mas sempre já estamos prontos para gostar ou desgostar. A experiência é sempre filtrada, pré-modelada, e assim, foge. Sobram apenas as nossas repetições e padrões, aos quais nos aferramos como se fossem “nossa personalidade”, “nosso eu”, etc. As práticas conhecidas genericamente como “meditação” servem para diminuir o automatismo do julgamento, para sentir o que estiver lhe acontecendo naquele instante. Assim, ao pararmos de julgar as sensações, sentimentos e pensamentos que nos acometem como se fossem nossos, permitimos que apenas sejam. E se não julgamos, não há bem nem mal. Se um pensamento horrível passar pela sua cabeça, observe-o, sinta onde estão as sensações correspondentes no seu corpo (sim, seu corpo pensa junto com você!), e deixe que vá. Talvez você chore, se descontrole. Grite. Ótimo, está permitindo-se sentir sua vida. Se um pensamento maravilhoso passar pela sua cabeça, deixe-o passar da mesma forma: sinta-o fisicamente, contemple-o e deixe que vá. Se não se apegar ao “mau” dos maus pensamentos, você não vai agir mal, e consequentemente, não causará mal no mundo. Se você não se apegar ao “bem” dos bons pensamentos, você diminuirá a tendência de acreditar que eles são “seus”. 

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