Resistência

December 31, 2017

Retornemos à ideia da grande rede de informações do post anterior. Dissemos que não criamos nem controlamos os pensamentos, mas que produzimos harmonia ou desarmonia, sintonizamos ou não. E como criamos desarmonia, desordem, caos? Criando contradições, dedicando a atenção (ou consciência) ora aquilo que queremos, ora aquilo que não queremos. Essa não é a nossa posição nesse universo, por mais que nosso Narciso queira: não temos controle sobre os pensamentos, nem os criamos. Como criamos harmonia, ordem, plenitude? Dedicando a atenção ou consciência somente aquilo que queremos. Precisamos escolher querer, isto é, querer de forma consciente. Todo pensamento que provoque emoções ruins está criando desarmonia; todo pensamento que provoque emoções boas está criando harmonia. Observe-se. Quando tentamos controlar os pensamentos ruins, criamos ainda mais desarmonia porque o pensamento fica mais rebelde, mais forte, às vezes até (aparentemente) mais forte que nosso poder consciente. O que aconteceu? Simples: o universo não processa o "não", porque é infinito poder de criação; somos nós que criamos o não porque focamos naquilo que não queremos. Em linguagem esotérica: Deus não exclui, é infinita inclusão; tudo vem de Deus, é Deus, está em Deus, etc., - caso contrário, negaríamos seus próprios atributos de omnisciência, omnipotência e omnipresença. Você foca no que não quer, portanto, foca na sua resistência. Focando na resistência, você a aumenta. Pensando, lutando, combatendo o que você não deseja, você dá mais e mais força para o seu “inimigo” ou opositor (Shaitan, em árabe) – que é você mesmo, como no conceito psicológico de sombra. Focando na negação, a negação fica mais forte.  

Si vis pacem para bellum.

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