Superação

January 3, 2018

Imagine que seu computador pegou um vírus muito específico, que faz com que seu Windows acredite que é uma versão 10, enquanto na verdade, é a versão 7 que administra seu sistema. Atente-se para o que isso significa: a mente do computador vai achar que tem mais recursos do que realmente tem e que tem as capacidades elevadas para gerenciamento daquele nível de recursos mais alto. Vai fazer uma imagem equivocada de si mesma, e as consequências se manifestarão, primeiro no software (travamentos, lentidão, dificuldades com processos que eram simples) e depois no hardware (defeito físico de HD, memórias, placas, etc.). De forma semelhante, acreditamos que o nosso próprio “sistema” atual, a nossa forma (repetitiva e) habitual de pensar, pode nos conduzir a novos pensamentos, soluções para novos problemas. Assim, nos enfiamos em nossas próprias mentes, repetindo e regurgitando justificativas, explicações e novas versões para velhas histórias. Geralmente, insistimos em nos agarrar porque é a única forma que acreditamos “ter” para “compreender” o mundo. Novas versões para velhas histórias significa que você sempre já sabe o final, por mais que enfeite o enredo. Sem tomar decisões que nem sempre temos certeza, sem nos arriscarmos a experimentar de forma diferente, nunca produziremos novas histórias, apenas novas versões de histórias, sejam do próprio passado, ou, ainda pior, histórias de aventuras dos outros. Apenas ações diferentes conduzem a pensamentos diferentes; é preciso quebrar o hábito de ter certeza, que é a chave quintessencial da arte de mentir; mentimos para sustentar certezas. O mundo é um mistério. Propósito não é certeza. Mais sobre isso em outro momento.

Gratidão.  

 

“O futuro é só o passado com as luzes acessas.”

Ao amigo, Gleison.

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